domingo, 19 de setembro de 2010

O SIGNIFICADO DE SIGNIFICADO. Texto do professor Tinoco Luna utilizado em aulas de Semântica



O SIGNIFICADO DE SIGNIFICADO
A busca da Ciência por este velho “senhor” das mil faces


Francisco Canindé Tinoco de Luna*

Por mais paradoxal que possa parecer, a SEMÂNTICA é o mais novo campo de estudo de estudo da Lingüística e, ao mesmo tempo, a preocupação mais antiga da investigação sobre linguagem. Na verdade, desde o século V antes de Cristo, portanto há 2.500 anos lá na Grécia antiga, os filósofos já procuravam explicar a origem e a natureza da linguagem, bem como a relação entre as palavras e as coisas que elas nomeavam ou significavam. Porém, enquanto a morfologia, a sintaxe e a fonologia, foram muito bem desenvolvidas pelo estruturalismo e pelo gerativismo, o estudo do significado em torno do que hoje se chama Semântica, só começou a ser sistematizado enquanto disciplina nas últimas décadas.
Desse paradoxo podemos extrair duas lições: a primeira é que, se a investigação sobre o significado remonta milênios é porque essa área de estudo é que é realmente importante e que deve desempenhar papel central no estudo sobre o fenômeno da linguagem. Depois, se a tentativa de transformar a Semântica em ciência é coisa recente, isso se deve ao fato da grande dificuldade que sempre se teve em definir o que é significado. Os teóricos, até bem pouco tempo, sempre fugiam dessa questão e, enquanto esperavam que outros ramos do conhecimento como a filosofia, a psicologia e a antropologia, explicassem nuances até então não investigadas no campo do saber, a semântica ia sendo marginalizada e “empurrada para frente com a barriga”.
Para apreender o significado, esse fugaz objeto de estudo da Semântica, um caminho a ser trilhado pode ser o das múltiplas inteligências de que o homem dispõe segundo nos informou recentemente a psicologia cognitiva. A saber: inteligência lingüística para lidar bem com as palavras; a lógico-matemática para a habilidade do cálculo; a musical para se expressar por meio de rítimos e sons; a pictórico-espacial para se projetar mentalmente no espaço e esquematizar arquétipos; a cinético-corporal para expressar sentimento por meio do corpo; a interpessoal para um bom relacionamento social; a intrapessoal para conviver bem com os problemas internos e para auto-aceitação; a emocional numa somatória das duas últimas; e a espiritual ligada à defesa de causas nobres.
Mesmo acionando esse arsenal de inteligências, o significado continua escorregadio, difícil de ser entendido. Trata-se de um amálgama, um corpo sem rosto, ou de um ser de muitos disfarces. Em alguns momentos, o significado serve à Psicologia quando ajuda a entender como funciona a mente humana e como se adquire o conhecimento. Noutra ocasião está na Filosofia procurando mostrar como o ser humano constrói suas idéias acerca do mundo e como essas idéias se estruturam de modo aceitável. Depois aparece na Lógica querendo explicar a verdade para saber se ela está no mundo ou se nós a construímos. Como não poderia deixar de ser, e aqui está o nosso interesse maior, o significado também pasta livremente pelos campos da Lingüística e, nessa área em particular, busca entender como o homem elabora seu pensamento simbólico e como se processa o fluxo intersubjetivo de significados, responsável em última instância pela construção da cultura humana.
Para termos uma idéia da importância e da complexidade do que seja significado, nessa busca pelo sentido da vida e pela verdade dos fatos, atentemos para duas matérias publicadas na imprensa nos últimos tempos: uma, de 24/11/2004, no Diário do Nordeste, mostra a hipótese levantada por dois prestigiados cientistas ingleses, na qual a terra e toda humanidade poderia ser apenas uma realidade virtual como no filme Matrix; uma civilização superior teria nos criado para fazer testes. A outra, na revista Época do dia 06/08/2007 que, falando das últimas pesquisas sobre Sinestesia, distúrbio da troca de sentidos que em grau maior ou menor quase todos temos (um gosto parecer um cheiro, um som parecer uma cor, etc), levanta a hipótese de que os conceitos que carregamos em nossa cabeça, influenciam o modo como vemos o mundo e vice-versa.
Nesse texto introdutório sobre Semântica, buscamos atiçar a curiosidade dos alunos, preparando-os para a disciplina que ministraremos neste VI período de Letras da FVJ. Mostramos que a Semântica, como nos diz Duarte (2001) se “constitui num dos domínios mais fascinantes da linguagem, cuja essência pressupõe a troca de conteúdos simbólicos que permitem a transmissão da cultura entre os homens”.
Na busca do significado de significado, certamente, parafraseando Shakespeare, “há muito mais do que nossa vã filosofia”. Este velho “senhor das mil faces”, objeto de estudo da Semântica, em última instância é quem inventa o mundo em que vivemos.

* Especialista em Língua Portuguesa, Leitura e Produção de Texto; Especializando em Metodologia e Docência do Ensino Superior; Professor de Produção Textual, Lingüística Textual, Literatura Cearense e Semântica da Faculdade do Vale do Jaguaribe – FVJ.

REFERÊNCIAS

BORBA, F. da S. Introdução aos estudos lingüísticos. 9. ed. Campinas: Pontes, 1991.
DUARTE, M. H. Iniciação à Semântica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988.
KOCH, I. G. V. A inter-ação pela linguagem. São Paulo: Contexto, 1992

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O CRIME NÃO COMPENSA. Melina Galdino consegue revelações importantes na entrevista com um criminoso


ENTREVISTA COM UM CRIMINOSO; detalhes do submundo das penitenciarias

Melina Galdino de Souza*



Eu tento com esta matéria mostrar um pouco acerca de uma pessoa que já se envolveu em alguns crimes. Não tenho a menor intenção de saber detalhes de sua vida desta pessoal, nem tão pouco invadir sua privacidade, por isso não revelo o nome verdadeiro do entrevistado. Agradeço a confiança que ele depositou em mim ao concordar em me dar essa entrevista para uma matéria acadêmica.
Melina- No ano de 1995, Roberto** foi um dos sete assaltantes de uma das agencia do Banco do Brasil de Fortaleza (CE) Ele me contou um pouco sobre este assalto e também me dá uma breve entrevista de como é a vida dele hoje. Como aconteceu este assalto?
Roberto- Foi o seguinte: Eu e mais seis amigos, um deles soldado, combinamos de assaltar o banco. O soldado que era da Paraíba tinha um pouco de conhecimento e nos convidou e depois agimos. Todo plano foi feito no estado da Paraíba. Quando chegamos ao local na cidade de Fortaleza, o soldado entrou primeiro no banco seguido de mais dois que eu não sei quem eram. Antes que nós saíssemos do banco a policia local chegou atirando, eu levei dois tiros nas pernas, consegui fugir para o Rio grande do Norte sendo preso depois de algum tempo. Quando os policiais me pegaram eu já tinha abandonado todo o dinheiro que estava comigo, sem nem saber a quantia, assim como armas. Eu queria me livrar daquela situação ainda mais porque eu estava ferido. Nunca antes eu havia pensado em fazer algo como assaltar um banco, mas com o tempo as pessoas vão mudando, não sei como surgiu a ideia.
Melina- Falando sobre os dias de hoje, como você considera sua vida Roberto?
Roberto- Normal como a de outras pessoas, tenho casa, um trabalho digno, vivo em uma cidade tranqüila.
Melina- Quais foram a conseqüências na época do assalto?
Roberto- Na prisão, fui maltratado, porque como no assalto feri um policial, eles revidaram me maltratando, para dificultar minha vida durante aquele tempo na prisão. Também o fato de ficar longe dos meus filhos e a discriminação sofrida por parte da sociedade
Melina- Como era a vida na prisão?
Roberto- Na primeira vez na prisão, os primeiros meses foram bem difíceis. Como já respondi antes sofri bastante, maus tratos pelos policiais, fiquei na solitária, dormi no chão com ratos,baratas. E às vezes os “gambés” (como ele chama os policiais ) invadiam a cela com lanternas e armas para coagir e me ameaçar de morte. Depois de um tempo eles me esqueceram um pouco e então fiz amizades com outros presos, comecei a trabalhar dentro do presídio, o trabalho era na parte interna, eu fazia serviços como receber as pessoas que iam visitar outros presos. Algumas pessoas chegavam a me perguntar o meu horário de saída, me confundindo como um funcionário normal. Mas tudo isso apenas depois de ganhar confiança dos agentes penitenciários e da direção, inclusive do chefe de disciplina.
Melina- Você acha que sua vida teria sido diferente se você não tivesse feito algumas coisas no passado?
Roberto- Bem antes de eu cometer os primeiros crimes eu era evangélico e freqüentava a igreja, estudava, fazia teologia bíblica, trabalhava como mecânico. Depois de me envolver no crime tive como conseqüência, parar de trabalhar. Mas mesmo na cadeia eu tive a chance de trabalhar e neste trabalho recebia mais ou menos meio salário na época e redução de pena. Neste trabalho aprendi várias coisas como: artigos relacionados ao crime e a pena. Apesar de estar preso eu não me considerava um bandido pois eu estava pagando por algo que eu fiz, cumpri pena por três anos e sete meses. Eu sai às 5 horas para trabalhar no próprio presídio e voltava para a cela as 17 horas da tarde
Melina- Você ver razões para alguns dos crimes feitos por outras pessoas?
Roberto- Na realidade, não existem justificativas para os crimes feitos hoje, como crimes contra pessoas inocentes, a violência hoje é tão grande que as pessoas morrem sendo inocentes. Se eu tivesse ficado em uma cadeia que eu não pudesse trabalhar eu talvez tivesse me tornado mais violento. No período em que eu estava preso houve duas rebeliões, mas eu não participei de nenhuma, a prisão foi como uma faculdade da vida. Na prisão se você não tem uma ocupação você pode se tornar mais violento e aprender meios de cometer outros crimes. Hoje o que aumenta a criminalidade é a droga. As autoridades deveriam ver o lado social que está deixando a desejar, nem todos jovens se interessam pela educação que é fundamental.
**O nome Roberto foi alterado para manter a privacidade do entrevistado


*Aluna do I período de Letras da Faculdade do Vale do Jaguaribe - FVJ

SITE DA FVJ DÁ AMPLA COBERTURA AO I ENCONTRO DO GELF


O I Encontro do Grupo de Estudos da Línguagem da Faculdade do Vale do Jaguaribe - GELF, realizado na quinta-feira, 27 de maio, durante as atividades da I Jornada de Práticas Acadêmicas, teve ampla cobertura fotográfica por parte do site oficial da FVJ. Na foto ao lado você vê o aluno Caio, do VII período de Letras, fazendo o papel de Édipo. O julgamento de Édipo foi uma das atividades do GELF, ao lado do lançamento da Revista Eletrônica do I período e da apresentação dos trabalhos científicos do III período de Icapuí. Para acompanhar o painel de fotogafias clique AQUI.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

COPA DO MUNDO: Texto de Bruna Cristina fala sobre o maior espetáculo da terra


COPA DO MUNDO; o esporte a serviço da confraternização entre os povos



Bruna Cristina Silva Simões*


A copa geralmente começa atrelada aos eventos juninos. E durante a mesma, todos são um só, vestido de verde e amarelo e gritando pela seleção, com as TVs sintonizadas, bandeiras e faixas expostas, pinturas no chão etc.. Não há ricos ou pobres, pretos ou brancos, heteros ou homos, todos constituem assim uma nação torcendo pelo que talvez seja a única coisa que nos una por completo: O futebol.
A copa é um torneio de futebol realizado a cada quatro anos onde seleções do mundo inteiro se reúnem para disputá-la; foi criada no ano de 1928 pelo francês Júlio Rimet. Além de ser um campeonato que reúne 32 seleções jogando entre si por aproximadamente um mês, é o acontecimento esportivo, mais amplamente acompanhado em todo o mundo.
A competição foi pela primeira vez televisionada em 1954, e até hoje é um dos eventos mais assistidos no mundo, ultrapassando até mesmo os jogos olímpicos. Nestas ocasiões, todos os brasileiros ficam com um só pensamento e objetivo: ganhar a copa do mundo. É nesse tempo que o coração dos torcedores brasileiros ficam repletos de esperança e amor. Além de ser um campeonato cheio de suspense é o único que consegue parar o mundo todo. E tornar a copa um evento espetacular, é um desafio que também está destinado ao Brasil em 2014, quando mostraremos ao mundo o que somos e onde podemos ir. Afinal, assim como outros grandes espetáculos, a copa é uma ocasião em que nós, seres humanos, podemos revelar nosso grande tesouro: a confraternização universal.

*Aluna do 1º Período de Letras da FVJ

quarta-feira, 26 de maio de 2010

GRUPO DE ESTUDOS DA LINGUAGEM DA FVJ LANÇA REVISTA ELETRÔNICA


LANÇADA A REVISTA ELETRÔNICA GRANDES TEMAS – primeiro resultado das ações do Grupo de Estudos da Linguagem da FVJ - GELF



Francisco Canindé Tinoco de Luna*



Como resultado das primeiras ações do GELF – Grupo de Estudos da Linguagem da FVJ foi lançada no último dia 27 de maio de 2010, quinta-feira, às 19 horas, no Instituto Waldemar Falcão, a REVISTA ELETRÔNICA GRANDES TEMAS, dentro da programação da I Jornada de Práticas Docentes dos Cursos de Letras e Pedagogia. A Revista consiste de textos produzidos pelos alunos do I período de Letras da FVJ, sobre os mais variados e polêmicos temas da atualidade. Trata-se de uma atividade de produção textual na perspectiva dos gêneros textuais e discursivos. Ao levar os alunos a produzirem textos que serão lidos por toda a comunidade acadêmica ( e certamente por toda a sociedade já que estão disponíveis na internet) estamos incentivando a produção textual em situações reais de interação sócio-comunicativa e adotando a concepção interacionista de linguagem que, comprovadamente, tem dados excelentes resultados. Alertamos que os textos publicados na Revista não possuem ainda caráter científico; são mais próximos do domínio jornalístico, nos gêneros editorial, artigo de opinião ou informativos. Isso porém, não diminui o valor dessas produções, pois, como vemos em Metodologia da pesquisa educacional (FAZENDA, 2000, p.7) a dificuldade mais freqüente para quem vai produzir um trabalho científico “é a dificuldade para escrever, pois, a expressão escrita requer, antes de mais nada, uma apropriação do objeto da escrita”. A REVISTA ELETRÔNICA GRANDES TEMAS é, de modo proposital, um primeiro esforço no sentido de vencer essa dificuldade, habilitando os alunos para o exercício da escrita já no I período, com vistas aos inúmeros relatórios, resenhas, artigos e outros trabalhos científicos que eles serão chamados a fazer durante toda sua vida acadêmica na FVJ. Nestas ocasiões aí sim, todos serão cobrados a produzirem textos com o devido rigor acadêmico e dentro dos padrões adequados de textualidade, coesão, coerência e unidade sócio-comunicativa, semântica e formal. Aproveitamos a oportunidade para agradecer à Professora Isabella, coordenadora dos Cursos de Letras e Pedagogia pelo apoio dado aos trabalhos do GELF, aos demais professores dessas áreas, bem como a todos os alunos e alunas do I período de Letras da FVJ pelo empenho e motivação com que produziram os textos da Revista que ora apresentamos. Todos estão convidados a ler os textos, sugerir, comentar, criticar e divulgar


*Professor de Produção Textual e Orientador do Grupo de Estudos da Linguagem da FVJ - GELF

RELIGIÕES. Texto de Jeane Batista aborda essa característica comum a todos os povos



RELIGIÕES; a saga da humanidade na busca de seu reencontro com o mistério divino


Jeane Batista de Almeida*


A palavra portuguesa religião deriva da palavra latina religionem, mas desconhece-se ao certo que relações estabelecem religionem com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao surgimento do cristianismo, religionem referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão.
Dentro do que se define como religiões, podemos encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de fato muito diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas. É fato que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades, deuses e demônios. As religiões costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte. A maior parte crê na vida após a morte.
A religião não é apenas um fenômeno individual, mas também um fenômeno social. A igreja, o povo escolhido (o povo judeu), o partido comunista, são exemplos de doutrinas que exigem não só uma fé individual, mas também adesão a certos grupos sociais. A idéia de religião com muita freqüência contempla a existência de seres superiores que teriam influência ou poder de determinação no destino humano. Esses seres são principalmente deuses, que ficam no topo de um sistema que pode incluir várias categorias: anjos, demônios, semideuses, etc.
As religiões que afirmam a existência de deuses podem ser classificadas em dois tipos: monoteísta ou politeísta. As religiões monoteístas admitem somente a existência de um único deus, um ser supremo. As religiões politeístas admitem a existência de mais de um deus. Atualmente, as religiões monoteístas são dominantes no mundo: judaísmo, cristianismo e Islã juntos agregam mais da metade dos seres humanos e quase a totalidade do mundo ocidental.
Quanto à legitimação da existência e da validade de um sistema religioso, este costuma apelar a uma revelação ou à obtenção de uma sabedoria por parte de um fundador, como sucede no budismo, onde o Buda alcançou a iluminação enquanto meditava debaixo de uma figueira ou no Islã, em que Muhammad recebeu a revelação do Corão de Deus. As religiões estabelecem que certos períodos temporais são especiais e dedicados a uma interação com o divino. Esses períodos podem ser anuais, mensais, semanais ou podem mesmo se desenrolar ao longo de um dia. Algumas religiões consideram que certos dias da semana são sagrados. Outras marcam esses dias sagrados de acordo com fenômenos da natureza, como as fases da lua, na religião Wicca.
Embora cada religião apresente elementos próprios, é também possível estabelecer uma série de elementos comuns às várias religiões e que podem permitir uma melhor compreensão do fenômeno religioso. As religiões possuem grandes narrativas, que explicam o começo do mundo ou que legitimam a sua existência. O exemplo mais conhecido é talvez a narrativa do Gênesis na tradição judaica e cristã.

*Aluna do I período de Letras da FVJ

segunda-feira, 24 de maio de 2010

ABORTO. Texto de Eliane Martins avalia as consequência dessa prática


O A BORTO E SUAS CONSEQUÊNCIAS; uma questão de saúde pública

Eliane Martins da Silva*



O aborto é definido como a interrupção da gravidez antes que o feto possa sobreviver fora do útero. Mas em alguns casos o aborto é feito de uma maneira ilegal; uma atitude que as pessoas tomam para se livrar de seu próprio erro, mesmo sabendo que o aborto feito dessa maneira é um crime. O ser humano que tem coragem de fazer isso com um inocente que nem sabe se defender merece sofrer o resto de sua vida.
Tem mulher que faz o aborto em casa mesmo; toma remédio sem que o médico saiba, mesmo ela estando ciente das conseqüências que vem mais tarde. Além disso, muitas mulheres que faz aborto uma vez, ficam o resto da vida sem poder engravidar como conseqüência do que fez. Um aborto realizado por pessoa não habilitada ou sem as condições adequadas expõe a paciente à infecções, hemorragias, infertilidade futura ou mesmo morte.
Já o aborto espontâneo é o término acidental de uma gravidez com menos de 20 semanas de gestação. A causa mais comum é um defeito no embrião ou feto que impede seu desenvolvimento natural. O defeito pode ser hereditário, causado pela exposição da mãe a certos medicamentos ou radiação, ou ainda resultar de doenças infecciosa.
O tipo de aborto que pode ser tolerado é aquele quando certo teste mostra que o feto está se desenvolvendo com uma anomalia ou má-formação. Quando acontece um aborto dessa maneira, aí sim, não è um crime. Porém, muito diferente é quando a mãe mesma o faz para tirar a vida de uma criança que não tem culpa de vir ao mundo; esse é um crime sem perdão; sem falar que a mãe corre serio risco de morte, pois fazer uma coisa dessas sem médico por perto è perigoso.

*Aluno do I período de letras da FVJ