Nos dias atuais, a
população está sofrendo graves consequências da globalização. Diante disto, a
saúde do ser humano acaba sendo afetada também. A depressão que surge em
consequências disto, se manifesta em várias ocasiões: depressão pós-parto,
depressão de transtorno, depressão afetiva, depressão de humor, entre outras.
Mas hoje iremos abordar como tema a depressão de transtorno, sendo está a mais
comum entre as pessoas.quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Nos dias atuais, a
população está sofrendo graves consequências da globalização. Diante disto, a
saúde do ser humano acaba sendo afetada também. A depressão que surge em
consequências disto, se manifesta em várias ocasiões: depressão pós-parto,
depressão de transtorno, depressão afetiva, depressão de humor, entre outras.
Mas hoje iremos abordar como tema a depressão de transtorno, sendo está a mais
comum entre as pessoas.sábado, 13 de novembro de 2010
A COBRA CASOU COM O PORCO ESPINHO E TEVE 12 ROLOS DE ARAME FARPADO. Contribuições Étnicas para a Formação da Cultura Brasileira

Ethos é a imagem que alguém faz de si mesmo. Logo, o grupo de pessoas que se vê com imagem semelhante constitui uma etnia. A contribuição étnica para a formação da cultura brasileira veio da participação de três grandes correntes humanas: brancos de origem européia, especialmente portugueses, negros africanos que vieram obrigados para exercer o trabalho escravo e os índios que aqui estavam no tempo das descobertas. Dessa mistura de etnias nasceu uma das culturas e uma das nações mais diversas e mais interessantes do planeta: o Brasil.
Em princípio, convém ressaltar que a visão tradicional acerca da contribuição das etnias para a cultura de nosso país foi, durante séculos, uma visão preconceituosa e equivocada; chegou-se ao cúmulo de afirmar que o Brasil nunca ia se desenvolver porque as “raças” que tinham formado o nosso povo eram inferiores: o português pouco inteligente e covarde, o negro supersticioso e truculento e o índio preguiçoso e canibal.
A moderna antropologia, no entanto, prova que não pode haver maior equívoco e maior injustiça do que admitir esses absurdos. Na verdade, até mesmo a palavra “raça” foi muito mal empregada por longo tempo; não existe, antropologicamente, diferentes raças entre os homens: o ser humano constitui uma raça só e a diferença de cor nada tem a ver com inteligência, intelecto ou aptidão para qualquer habilidade.
Vamos, no presente trabalho, descrever e analisar um pouco acerca da contribuição desses três importantes elementos humanos na formação da cultura brasileira. O índio que aqui estava no tempo das grandes descobertas, apesar de algumas práticas estranhas ao ideário cristão dos descobridores, tais como a poligamia, o canibalismo e andar nus, deixou heranças importantes que hoje estão impregnadas na cultura brasileira, dentre as quais podemos destacar: o costume do banho diário, a culinária e uma série de termos que foram incorporados ao português brasileiro. Além disso, o ideal de liberdade, característica marcante da brasilidade, certamente é herança dos índios. Lembremos que os povos indígenas, nunca aceitaram a escravidão, fizeram até uma guerra chamada Confederação dos Tamoios para evitá-la e, por isso, obrigaram os portugueses a ter que ir buscar escravos na longínqua África. Interessante acerca dos índios era a tolerância deles para com a questão do homossexualismo. Entre os indígenas, o homossexual era não só respeitado como venerado, era considerado um ser místico e sensitivo que geralmente exercia a função de profeta, conselheiro e de líder espiritual.
Os negros, etnia que foi violentamente arrastada para nosso país para sofrer os horrores da escravidão, tem uma das mais importantes contribuições para nossa cultura. Além da violência física, os negros também sofreram a violência intelectual. Os padres, a serviço de Portugal, procuravam convencê-los de que a escravidão tinha sido uma coisa boa para eles: ao sair da África, eles estavam sendo escolhidos pelo Deus verdadeiro para vir conhecer o cristianismo e os maus tratos pelos quais passavam na escravidão não passavam de uma caridade que os portugueses estavam lhes fazendo para que eles pagassem seus pecados e pudessem se salva, diziam. A contribuição do negro hoje pode ser notada na música e nas danças, mas o grande legado deixado por eles foi a alegria marcante que caracteriza o povo brasileiro.
O branco, elemento invasor e responsável pelo massacre contra os índios e pelas atrocidades contra os negros, também deixou uma contribuição fundamental para a nossa cultura. A língua que falamos, a religião cristã, a organização política e o sistema econômico que o Brasil adotou seguiu a influência portuguesa. Fazendo justiça, é bom que se diga que o português, nem de longe é esse tolo que ainda hoje serve de motivo para muitas piadas e filmes de comédia; segundo Napoleão Bonaparte, o único imperador que conseguiu enganá-lo foi exatamente D. João VI, monarca português que realizou uma das bem elaboradas operações de guerra de todos os tempos: a vinda da família real para o Brasil. Apesar da contribuição positiva dos portugueses, eles também deixaram uma herança que nós precisamos até hoje combater: o complexo de colônia, ou seja, aquela ideia de que bom é o que vem de fora, associada a ideia de que devemos esperar sempre por um “salvador’ que resolva nossos problemas, quando nós mesmos é que deveríamos procurar resolvê-los.
Em síntese, podemos afirmar que tudo de bom que a nossa cultura tem veio das contribuições dessas três etnias: dos índios herdamos o ideal de liberdade, dos negros a alegria e dos brancos a língua portuguesa. Liberdade, alegria e a quinta língua mais falada do mundo: isso é Brasil e esse é o povo brasileiro.
*Professor da Faculdade do Vale do Jaguaribe – FVJ, Especialista em Língua Portuguesa, Leitura e Produção de Textos e Especialista em Metodologia e Docência do Ensino Superior.
domingo, 7 de novembro de 2010
TUDO JUNTO E MISTURADO: A transmissão da Variedade Significativa e a Eficiência da Comunicação humana
A comunicação humana, feita por meio da linguagem, nada mais é do que a transmissão de significados. O homem, observando o mundo a sua volta, percebe e capta milhares de informações e sentimentos. Essas informações e sentimentos viram imagens em sua mente, ou seja, viram símbolos, símbolos que, logo a seguir, ganham valor e se transformam em significados. Esses significados são vitais para a sobrevivência e o progresso humano, pois, tratam de avisar perigos, apontar vantagens, informar sobre uma descoberta, passar o conhecimento a frente e etc.
Acontece que o homem percebe e sente a cada instante novas informações e sentimentos e é isto que faz com que, ao longo de sua trajetória de vida, o ser humano produza uma quantidade infinita de significados, ou melhor, produza uma grandiosa variedade significativa. Surge aí um problema: Como é que o homem vai conseguir passar para o outros, com eficiência, essa quantidade infinita de significados que ele produz ao longo de sua existência? Em outras palavras, como é que o homem consegue obter eficiência comunicativa?
Para responder a essa pergunta vamos descrever um pouco acerca da história da transmissão da variedade comunicativa. Dizem os estudiosos que os animais também conseguem transmitir significados, ou seja, de certo, eles também conseguem se comunicar. Os peixes conseguiriam transmitir até dez significados, enquanto algumas espécies de macacos até quarenta sinais. São sons e posturas corporais que os animais transmitem uns aos outros para comunicar alguma coisa: a aproximação de um predador, a existência ou falta de comida, a sexualidade e etc. No fundo, esse comportamento, seria muito mais instintos de sobrevivência do que propriamente uma comunicação; de qualquer modo, é inegável que se trata de uma forma incipiente de transmissão de variedade significativa.
O homem, lá nos seus primórdios, não era muito diferente dos outros animais. Acredita-se que, antes de criar a linguagem verbal, os humanos conseguiam transmitir cerca de 100 a 150 sinais, o que tornaria a comunicação humana absolutamente impossível, haja vista a quantidade infinita de significados que produz ao observar a natureza a sua volta. Para resolver esse problema, o homem, depois de muito esforço e de muitos séculos, ou quem sabe milênios, criou um instrumento potente para transmitir com eficiência a variedade significativa, ou seja, para se comunicar com eficiência: esse instrumento potente é conhecido como linguagem verbal humana.
O percurso do homem primitivo até a invenção da linguagem verbal foi mais ou menos assim: O ser humano primitivo, lá nas cavernas, agiu sobre a natureza criando a cultura e o trabalho; ao trabalhar e transformar a natureza o homem se sentiu um ser produtivo; ao produzir se viu diferente dos demais entes da natureza e tomou consciência de si próprio; tomando consciência se viu na tríade existencial do “eu, aqui, agora”, passando a ter noção de individualidade,de tempo e de espaço; questionando-se acerca do “eu, aqui, agora”, o homem começou a simbolizar mentalmente o que via e iniciou um processo de comunicação consigo mesmo, o que chamamos de comunicação intra-humana; essa comunicação intra-humana veio junta com o desejo e a necessidade de passar a frente esses significados; surge assim o desejo de falar e para falar comunicando com eficiência o símbolos que estavam em sua mente o homem criou a linguagem verbal.
Mas a linguagem verbal já nasceu com um problema: como é que milhões de significados que são produzidos pelo homem no seu contato com o mundo seriam transmitidos de modo eficiente pela linguagem que, como sabemos, é composta por um número pequeno e limitado de sinais e fonemas? A linguagem é um instrumento, mas, todo instrumento para funcionar precisa de um dispositivo. Por exemplo, um carro é um instrumento que para funcionar precisa de chave de ignição. Qual foi, então, a chave de ignição da linguagem verbal? A resposta é: a chave que aciona a linguagem é um dispositivo que, incrivelmente, aparece em todas as línguas naturais e chama-se dupla articulação da linguagem. Mas a dupla articulação da linguagem é tema para outra aula. Vamos parar por aqui; não há necessidade de “sofrer” por antecipação.
*Professor da Faculdade do Vale do Jaguaribe – FVJ, Especialista em Língua Portuguesa Leitura e Produção de Textos e Especialista em Metodologia e Docência do Ensino Superior
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
DONDE TU REIN, PRONDE TU RAI? Aspectos Históricos da Cultura Brasileira

Francisco Canindé Tinoco de Luna*
A cultura brasileira começou a ser gestada no contexto histórico do século XV. Vivia-se o fim da idade média e o capitalismo estava em seus primórdios. A transformação do artesanato em manufatura abriu novos mercados ao redor do mundo e esse fato forçou as grandes navegações que se tornaram possível graças às novas invenções: caravela, bússola, pólvora, papel e etc. Ao chegar a terras distantes para travar relações comerciais, os europeus acabaram descobrindo a outra parte do mundo e iniciaram um processo de colonização e aculturação dos povos nativos. Foi no bojo desses acontecimentos que nosso país foi descoberto e que se deu inicio a um longo e doloroso processo de colonização e, paralelamente, de formação da cultura brasileira.
Para entender o processo de formação da cultura brasileira precisa-se partir da premissa de que o Brasil, como país colonizado, dominado e aculturado pelos portugueses, teve uma cultura transplantada, ou seja, imposta de Portugal para cá, já que nada do que tínhamos aqui em matéria de cultura autóctone interessava aos invasores. Brancos portugueses, considerando-se civilizados, negros africanos supostamente em estado de barbárie e índios nativos taxados de selvagens, foram as correntes humanas que mais contribuíram para a formação de nossa cultura.
São aceitas três etapas no processo de formação da cultura brasileira: Cultura Colonial que se inicia em 1500 com o descobrimento e vai até 1750 com a expulsão dos jesuítas; Cultura de Transição de 1750 até 1930 com o início da era Vargas e a consolidação do poder burguês no Brasil; e Cultura Nacional que vem de lá até os dias atuais.
Na fase de Cultura Colonial prevalece e transplantação brutal da cultura européia, com o extermínio dos índios, a escravização dos negros e alienação da educação jesuítica. Esse é o período do roubo do pau Brasil e do ciclo da cana de açúcar. Nesse período não se fala português no Brasil, o idioma é a língua geral e os Jesuítas acabam sendo expulsos, inclusive para permitir a imposição da língua de Camões. Na fase da Cultura de Transição, continua os métodos da fase anterior, acrescida do enriquecimento de algumas camadas sociais em função do ciclo do ouro e o consequente surgimento da pequena burguesia. É nesse período que surge a consciência nacional, as lutas pela separação de Portugal e a independência do Brasil. A cultura de elite, os preconceitos raciais e o complexo colonial, ainda hoje presente, se formatou nessa fase. As lutas sindicais do início do século XX, fundação do Partido Comunista e a Coluna Prestes eram sintomas de que uma nova etapa da cultura nacional estava prestes a se iniciar: a cultura nacional propriamente dita.
Na fase dita de Cultura Nacional, a burguesia assume definitivamente o poder em nosso país e aflora o autêntico espírito de brasilidade na Semana de Arte Moderna. Surgem os meios de comunicação de massa – MCM, especialmente rádio e televisão e a indústria cultural com o cinema, as gravadoras musicais, o teatro profissional e as grandes editoras de livros e revistas. Nas artes surgem manifestações genuinamente nacionais como o concretismo, a poesia práxis, o poema processo, o tropicalismo, a geração mimeógrafo e a poesia marginal. No dizer de Caetano Veloso a cultura nacional teria nascido na Semana de Arte moderna em 22, teria se internacionalizado com o concretismo na década de 50 e teria se popularizado em 60 com o tropicalismo.
A cultura nacional, na atualidade, vive o momento chamado de pós-modernidade, compreendendo-se esse tal pós-modernismo, como sendo a era do tratamento informatizado do conhecimento. Época da sociedade do espetáculo e do conhecimento, na qual a informação passada com velocidade espantosa é o insumo mais importante. Um momento em que os fundamentos do mundo moderno começam a ser questionados, as crenças caem por terra, as grandes certezas não são mais as mesmas e o homem parece, perdido, caminhar em busca do nada.
O Brasil, no momento, passa por uma crise de identidade quanto aos passos que dará rumo a um futuro de destaque no conjunto das nações do planeta: implementaremos um projeto autônomo de desenvolvimento nacional ou embarcamos na onda da integração sem regras ao contexto internacional? Precisamos, urgentemente, definir nossa identidade enquanto nação do século XXI: seremos o Brasil de Tiradentes ou de Joaquim Silvério dos Reis?
REFERÊNCIAS
BOSI, A. Cultura brasileira: temas e situações. São Paulo: Ática,s.d.
BRAGA, J.A. Cultura Brasileira. Fortaleza: Faculdade Gama Filho, 2001.
SODRÉ, N.W. Síntese da história da cultura brasileira. 20. ed. Rio de Janeiro: Bertrond do Brasil, 2003
*Professor da Faculdade do Vale do Jaguaribe – FVJ, Especialista em Língua Portuguesa, Leitura e Produção de Textos e Especialista em Metodologia e Docência do ensino Superior.
domingo, 19 de setembro de 2010
O SIGNIFICADO DE SIGNIFICADO. Texto do professor Tinoco Luna utilizado em aulas de Semântica


A busca da Ciência por este velho “senhor” das mil faces
Por mais paradoxal que possa parecer, a SEMÂNTICA é o mais novo campo de estudo de estudo da Lingüística e, ao mesmo tempo, a preocupação mais antiga da investigação sobre linguagem. Na verdade, desde o século V antes de Cristo, portanto há 2.500 anos lá na Grécia antiga, os filósofos já procuravam explicar a origem e a natureza da linguagem, bem como a relação entre as palavras e as coisas que elas nomeavam ou significavam. Porém, enquanto a morfologia, a sintaxe e a fonologia, foram muito bem desenvolvidas pelo estruturalismo e pelo gerativismo, o estudo do significado em torno do que hoje se chama Semântica, só começou a ser sistematizado enquanto disciplina nas últimas décadas.
Desse paradoxo podemos extrair duas lições: a primeira é que, se a investigação sobre o significado remonta milênios é porque essa área de estudo é que é realmente importante e que deve desempenhar papel central no estudo sobre o fenômeno da linguagem. Depois, se a tentativa de transformar a Semântica em ciência é coisa recente, isso se deve ao fato da grande dificuldade que sempre se teve em definir o que é significado. Os teóricos, até bem pouco tempo, sempre fugiam dessa questão e, enquanto esperavam que outros ramos do conhecimento como a filosofia, a psicologia e a antropologia, explicassem nuances até então não investigadas no campo do saber, a semântica ia sendo marginalizada e “empurrada para frente com a barriga”.
Para apreender o significado, esse fugaz objeto de estudo da Semântica, um caminho a ser trilhado pode ser o das múltiplas inteligências de que o homem dispõe segundo nos informou recentemente a psicologia cognitiva. A saber: inteligência lingüística para lidar bem com as palavras; a lógico-matemática para a habilidade do cálculo; a musical para se expressar por meio de rítimos e sons; a pictórico-espacial para se projetar mentalmente no espaço e esquematizar arquétipos; a cinético-corporal para expressar sentimento por meio do corpo; a interpessoal para um bom relacionamento social; a intrapessoal para conviver bem com os problemas internos e para auto-aceitação; a emocional numa somatória das duas últimas; e a espiritual ligada à defesa de causas nobres.
Mesmo acionando esse arsenal de inteligências, o significado continua escorregadio, difícil de ser entendido. Trata-se de um amálgama, um corpo sem rosto, ou de um ser de muitos disfarces. Em alguns momentos, o significado serve à Psicologia quando ajuda a entender como funciona a mente humana e como se adquire o conhecimento. Noutra ocasião está na Filosofia procurando mostrar como o ser humano constrói suas idéias acerca do mundo e como essas idéias se estruturam de modo aceitável. Depois aparece na Lógica querendo explicar a verdade para saber se ela está no mundo ou se nós a construímos. Como não poderia deixar de ser, e aqui está o nosso interesse maior, o significado também pasta livremente pelos campos da Lingüística e, nessa área em particular, busca entender como o homem elabora seu pensamento simbólico e como se processa o fluxo intersubjetivo de significados, responsável em última instância pela construção da cultura humana.
Para termos uma idéia da importância e da complexidade do que seja significado, nessa busca pelo sentido da vida e pela verdade dos fatos, atentemos para duas matérias publicadas na imprensa nos últimos tempos: uma, de 24/11/2004, no Diário do Nordeste, mostra a hipótese levantada por dois prestigiados cientistas ingleses, na qual a terra e toda humanidade poderia ser apenas uma realidade virtual como no filme Matrix; uma civilização superior teria nos criado para fazer testes. A outra, na revista Época do dia 06/08/2007 que, falando das últimas pesquisas sobre Sinestesia, distúrbio da troca de sentidos que em grau maior ou menor quase todos temos (um gosto parecer um cheiro, um som parecer uma cor, etc), levanta a hipótese de que os conceitos que carregamos em nossa cabeça, influenciam o modo como vemos o mundo e vice-versa.
Nesse texto introdutório sobre Semântica, buscamos atiçar a curiosidade dos alunos, preparando-os para a disciplina que ministraremos neste VI período de Letras da FVJ. Mostramos que a Semântica, como nos diz Duarte (2001) se “constitui num dos domínios mais fascinantes da linguagem, cuja essência pressupõe a troca de conteúdos simbólicos que permitem a transmissão da cultura entre os homens”.
Na busca do significado de significado, certamente, parafraseando Shakespeare, “há muito mais do que nossa vã filosofia”. Este velho “senhor das mil faces”, objeto de estudo da Semântica, em última instância é quem inventa o mundo em que vivemos.
* Especialista em Língua Portuguesa, Leitura e Produção de Texto; Especializando em Metodologia e Docência do Ensino Superior; Professor de Produção Textual, Lingüística Textual, Literatura Cearense e Semântica da Faculdade do Vale do Jaguaribe – FVJ.
REFERÊNCIAS
BORBA, F. da S. Introdução aos estudos lingüísticos. 9. ed. Campinas: Pontes, 1991.
DUARTE, M. H. Iniciação à Semântica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988.
KOCH, I. G. V. A inter-ação pela linguagem. São Paulo: Contexto, 1992


